Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Cassação de Psicóloga

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) entrou com uma representação, em meados de maio de 2009, contra a psicóloga Rosângela Alves Justino, no Conselho Regional de Psicologia da 5ª. Região, jurisdição no estado do Rio de Janeiro, tendo como base seu desrespeito, no entender da entidade, à resolução CFP 01/99 e ao Código de Ética Profissional do Psicólogo. Subscrevendo a ação há 71 profissionais de psicologia de diferentes Conselhos em todo o Brasil. De acordo com a ABGLT, Rozangela Alves Justino se diz perseguida pelo Conselho Federal de Psicologia e pelo Conselho Regional de Psicologia da 5ª. Região e acusa essas instituições, o governo federal e a ONU de aderirem ao "movimento pró-homossexualismo". A psicóloga, "adversária do movimento de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, tem se destacado no cenário nacional por apoiar e desenvolver programas de ‘reversão’ e/ou ‘resgate’ da homossexualidade à heterossexualidade", diz a entidade gay. De formação religiosa evangélica, Rozangela tem como meta, segundo a entidade, pacientes homossexuais e esforça-se em estabelecer associações entre o "homossexualismo" e a prática de abuso sexual da criança e do adolescente, a pedofilia, como também a "transformação do certo em errado" nas áreas da política, economia, educação, saúde, em todos os segmentos sociais, recorrendo a argumentos que têm como pano de fundo elementos religiosos e bíblicos.
Ainda segundo a ABGLT, também tem sido notória a atuação militante de Rozangela Justino contra o projeto-de-lei nº. 122/2006, que criminaliza a discriminação por gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero, atualmente em pauta para ser votado no Senado Federal, bem como qualquer lei que atenda aos direitos de homossexuais.
Fonte: O Globo Online

Todos sabem que preconceito é crime, e quanto a isso, não existe mais discussão. Entretanto, o que essa senhora faz é se utilizar de uma palavra, no caso "psicologia", para revestir de cientificismo sua violação aos direitos humanos. É um crime em dupla via. Ela faz mal uso de sua profissão, afinal ninguém pode abusar de um diploma para fazer falsas promessas. Ela também comete o crime de violação aos direitos humanos, afinal, estamos no ano de 2009 e não existe mais discussão sobre o direito de cada pessoa em exercer sua sexualidade da forma como lhe for possível (desde que não fira os direitos das outras pessoas, é claro. Pedófilos não estão incluídos no que podemos incluir como "exercício da sexualidade"). O relativismo extremo é algo desconcertante no discurso dessa que se diz a salvadora do heterossexualismo. Ela usa a semântica da inclusão para atacar a ABGLT, em um giro impressionante. Diz algo como: se vocês defendem a inclusão, por que estão condenando quem quer se curar do homossexualismo? Ela também recorta pedaços de teoria psicanalítica para dar um verniz científico à sua bandeira, algo parecido com: a psicanálise já disse que o homossexualismo é de ordem perversa..

Pera aí! É preciso que tome uma posição com urgência. Isso não é psicanálise!

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

A função da dor

A dor seja ela física ou emocional traduzem os mais intensos sofrimentos que o homem pode sentir. Fugimos da dor, evitamos o desprazer. A idéia de que pudemos não sentir dor nos parece muito cativante. Nada melhor do que o efeito de um analgésico quando se está com um baita dor de cabeça. Quem não gostaria de deixar de sentir dor? Existe uma doença chamada insensibilidade congênita a dor, em que seu portador é incapaz de sentir qualquer dor física. Uau, parece característica de um super-herói!!? Não... geralmente as pessoas que nascem com esta condição não passam dos 20 anos de idade. Por que? Elas não sentem dor, logo não tem noção do risco a ques estão se expondo. O que parece uma benção é uma catástrofe. Imagine ficar com os pés em carne viva por não sentir dor quando está usando um sapato apertado? Ou cair no chão e quebrar o braço, passando dias sem engessá-lo por não doer? Ou ainda, comer a própria língua enquanto dorme por não perceber que a mordia muito forte?
Pois estas são algumas passagens de pessoas portadoras desta doença. Os pais de uma meninha de 2 anos arrancaram todos os seus dentes pois ela estava comendo a si mesma. Como é uma condição desde o nascimento é muito difícil de diagnosticar e criar registro na criança sobre os perigos que corre. Um outro caso, de um menino de 10 anos, quebrava alguma parte do corpo quase todo o mês. Os coleguinhas o desafiam a fazer coisas perigosas, como pular de locais altos, e ele, por nada sentir, fazia.
A dor é uma benção, seria bom se pudéssemos lembrar disto a cada vez que batemos o dedo no pé no canto da cama! Claro que não é bem assim, mas isso nos leva a ver que a dor serve para nos proteger, sinaliza que nossa integridade esta ameaçada.

Domingo, 5 de Julho de 2009

O que seu filho vai ser quando crescer?

A minha amiga Katlyn me mandou esta notícia (obrigado!) e resolvi compartilhar com vocês também. As pessoas são criativas neste mundo, né? Uma família sueca recusa-se a dizer o sexo de seu filho de 02 anos chamado Pop. Jusitificativa? querem que ele não fique preso a questões de genêro e possa ser mais livre. Um dia de roupinha azul, outro de fita rosa no cabelo... Claro que Pop está muito popular na suécia, como o nome denúncia ser o desejo destes pais.
A personalidade da gente é calcada muito na questão de genêro, na medida em que masculino e feminino apontam para muitas expectativas do social sobre como ser. Mas esconder talvez não faça tanta difereça, já que a criança logo se dará conta da diferença sexual anatômica e em suas pesquisas pessoais descobrirá o seu genêro. Os pais se comprometeram a respondê-lo quando ele perguntar.
Não tenho certeza se haverá efeitos por conta do experimento dos pais, mas uma coisa é certa, transexualidade, travestismo, dois fenômenos que envolvem genêro, existem em famílias em que as crianças sabiam de seu sexo. Ou seja, se saber homem ou mulher nesta idade não é garantia alguma.
Vi novamente esta semana o filme "Minha vida em cor-de-rosa", em que um menino de 05 anos está apaixonado pelo colega de escola. Ele quer usar roupas de menina, acredita que quando crescer se tornará uma mulher etc. Um drama, por conta do preconceito da vizinhança e a indecisão da família em como lidar com esta situação. Vale a pena ser visto!
Tudo isso é só para lembrar que o complicado, e às vezes difícil na nossa vida é ser... não interessa o que.



notícia completa: http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2009/07/02/pais-nao-revelem-sexo-de-sua-crianca-de-dois-anos-e-meio/

Domingo, 21 de Junho de 2009

E elas não viveram felizes para sempre


A fotógrafa canadense Dina Goldstein teve como objetivo retratar personagens dos contos de fadas, com problemas e situações reais que afetam as mulheres de hoje em dia. Sabemos que os contos de fadas comunicam algo de essencial da história de cada sujeito, por isso são transmitidos de geração em geração. Como Escreveu Hanna Harendt em seu livro "A Condição Humana", os seres humanos são iguais, mas diferentes. São iguais por terem atravessado a experiência de entrada na cultura, mas diferentes por terem-no feito a sua própria maneira. Uma prova disso são os contos de fadas, que afetam particularmente a todos. E, uma vez que ajudam a elaborar a experiência humana, com seus impasses e dilemas, são um material muito caro e de afetivo de das pessoas. Talvez essa seja a razão da força das imagens da fotógrafa, que inserem a ilusões infantis em um novo contexto. Afinal, quem ousou imaginar suas queridas heroínas em tais situações? Príncipe encantado duvidoso, beleza mantida a duas penas (logo com a Bela), obesidade e compulsão alimentar, alcoolismo e câncer (esse foi horrível demais) estão longe dos ideais infantis do..."e viveram felizes para sempre".
Bom momento para uma nova reflexão sobre os ideais.

Sábado, 20 de Junho de 2009

Adolescentes a mais tempo

Lançado nesta semana no Brasil, o livro "A Criação da Juventude" (Ed. Rocco) de Jon Savage mostra que a invenção da adolescência é um fenômeno bem anterior a década de 50. A adolescência está associada ao pós-guerra e a necessidade de recompor um mercado comsumidor. O jovem é focado como uma camada a parte da infância e da vida adulta e criam produtos que atendam a necessidade desta faixa etária.
No entanto, o livro recém lançado, mostra que o ideário adolescente de rebeldia e vaidade pode ser localizado no final do século de XIX a partir de dois eventos exemplares. Primeiro, a condenação de um menino americano de 15 anos por ter matado outro de 4. Ele passou, apesar de sua idade, por um julgamento e foi condenado como um adulto, é considerado diferente das crianças. Segundo, uma menina russa viciada em moda que publicou suas memórias. Futilidade e criminalidade são apontadas como os extremos que determinam o adolescente e forçam o reconhecimento deste período particular de nossa existência.
Hoje, é norte de nossa sociedade contemporânea, determinando valores e padrões. Acaso ou interesse de mercado?

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Quem quer pão


O Ministério Público Federal em São Paulo ingressou ontem na Justiça com uma ação civil pública contra as redes de fast-food McDonald’s, Bob’s e Burger King para que suspendam a venda de brinquedos em suas lojas. Caso sejam condenadas, as três redes podem ser obrigadas a acabar com a associação de seus lanches com produtos infantis. Segundo o procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da ação, a prática fere tanto o Código de Defesa do Consumidor (CDC) quanto o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “O CDC e o ECA são claros sobre as práticas abusivas e o direito das crianças à saúde”, diz. Conforme a ação, além de estimularem o consumo abusivo de alimentos com baixo valor nutritivo, as redes usariam o marketing infantil para vender seus produtos para consumidores ainda sem capacidade de discernimento. Em março, o MPF fez uma recomendação para que as empresas suspendessem a prática. Ouvidas pelo procurador, destacaram três argumentos para a manutenção das promoções: seus alimentos não seriam as únicas causas da obesidade infantil, a inexistência de lei específica que regule a questão e a importância do papel dos pais para coibir o consumo exagerado.

Qualquer criança gosta de comer um hamburguer, tomar um refrigerante e ainda ganhar um brinquedo. Todos sabemos que batatas fritas são bombas calóricas pouco nutritivas, muito embora sejam deliciosas. Porém, não considero nenhum exagero atribuir a educação alimentar das criançcas aos seus pais,e não à cadeias de fast food. De nada adianta proibir as cadeias de fast food de vender lanches engordurados junto a brinquedos se os pais não ensinarem seus filhos a comerem folhas verdes em casa. A única forma de de criar um paladar simpático à alimentos saudáveis é através do exemplo, da oferta e da disciplina.

A cada dia quepassa mais pais me procuram para falar do sobrepeso, ou obesidade, de seus filhos. O aumento de peso das crianças é visível. Porém, é muito importante que os pais observem seus hábitos alimentares antes de exigir que a criança entre em uma dieta. Crianças devem ter disciplina e limites para comer, também oferta variada de alimentos para que seu paladar se acostume a sabores diversos. Comida não deve ser oferecida como reforço, consolo ou prêmio. Antes de mais nada, os pais devem repensar sua relação com a comida de forma honesta. Assumir a responsabilidade pela alimentação dos seus filhos é justo. Cabe aos adultos impedir que as crianças abusem do Mc.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Our way



A globalização tem surpresas, pois cada cultura se apropria dos bens ditos globais de sua forma local. Bom exemplo disso foi meu almoço no Burguer King final de semana passado, onde recebi atônita o pedido de um funcionário do estabelecimento pelo meu ticket de compra ao me aproximar da máquina de refrigerantes. Para quem não sabe, o Burguer King oferece aos seus clientes a possibilidade de se servirem de refrigerante quantas vezes quiserem durante seu lanche em uma máquina self service. O rapaz me disse que as pessoas andam abusando da regalia, pois compram um copo para usar durante vários dias. Seria essa uma maneira brasileira de utilização de uma máquina self service?

Em seguida observei que a loja possui uma pia muito moderna. Acoplada com sensores, as mãos não tocam em nenhum utensílio. O interessante é que não havia um lixo para que a toalha de papel fosse dispensada após o uso, mas não era necessário já que ninguém lavou as mãos antes de comer. Isso me fez lembrar uma conversa que tive há muitos anos com um conhecido norte americano. Ele dizia que havia reparado que os brasileiros não gostam de comer com as mãos, mas que paradoxalmente, não acham suas mãos sujas. Não gostamos de que a comida suje nossas mãos. A sensação de gordura de comida nas mãos é irritante para nós, por isso que a finger food não é muito popular por aqui.


As lojas do Burguer King não são iguais em todos os lugares.

Domingo, 14 de Junho de 2009

Freud ganha dupla exposição

Amor e morte, desejo e repressão, sexo e guerra: estas são as chaves de uma exposição nos museus Liechtenstein e Freud, em Viena, em que a arte serve de suporte físico para mostrar o pensamento de Freud, pai da psicanálise.

A mostra assinala o 70.º aniversário da morte de Freud, que ocorre em Setembro, e é uma forma de dois museus vizinhos do mesmo bairro vienense - Museu Liechtenstein e Museu Freud - "explicarem" a Teoria das Pulsões do cientista austríaco.

Subordinada ao título "Eros e Tanatos, pulsão, pinturas e interpretações", a exposição recorre a representações de episódios mitológicos e de autores contemporâneos de Freud para exemplificar a ideia de que o ser humano oscila entre duas grandes pulsões: as de morte (Tanatos) e as de vida (Eros), incluindo a sexualidade.

O incesto, elemento essencial da obra de Freud, aparece reflectido no quadro "Lot e suas filhas" e representações de bacanais mostram como as várias culturas desenvolveram instrumentos sociais para conter o erotismo sem barreiras.Além de obras de pintores clássicos, dois outros artistas contemporâneos e conterrâneos de Freud assumem um grande peso na exposição: Gustav Klimt e Egon Schiele.

Os três «demarcaram-se da refinada fachada erótica que caracterizou a mudança de século na sociedade vienense pondo a un a crua e torturada sexualidade que existia por detrás das aparências», sublinham os organizadores da mostra.O segundo grande eixo da exposição centra-se na guerra, na morte e na violência.Para ilustrar estes temas foram utilizadas obras como "A alegoria da morte" de Rubens ou a dramática série de cenas de guerra e execuções de Cristoforo Dall´Acqua.A exposição divide o material exposto entre a biblioteca do Museu Liechtenstein e várias salas do Museu Freud, situado no mesmo piso do número sete de la Berggasse que albergou o consultório do pai da psicanálise.
A exposição está patente ao público até 13 de Outubro.

fonte e link da reportagem: DESTAK.pt